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Diferença Entre Gravação em 24, 30 e 60 FPS e Quando Usar Cada Uma

  • Foto do escritor: Só Uma Xícara
    Só Uma Xícara
  • 10 de nov. de 2025
  • 7 min de leitura
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Quando falamos em vídeo, um dos termos que mais geram dúvidas é o FPS, sigla para frames per second (quadros por segundo). É ele que define quantas imagens formam cada segundo do seu vídeo, e isso influencia diretamente na sensação de movimento, fluidez e até na emoção que o conteúdo transmite.

Escolher entre 24, 30 ou 60 fps pode parecer um detalhe técnico, mas na prática muda completamente o resultado final. É o tipo de decisão que separa um vídeo com estética cinematográfica de outro com aparência de gameplay, reportagem ou vlog.

Neste artigo, o Só Uma Xícara vai te mostrar de forma simples e prática qual é a diferença entre 24, 30 e 60 fps, e principalmente, quando usar cada um para alcançar o melhor resultado possível em suas gravações, seja para vídeos do YouTube, reels, comerciais, transmissões ao vivo ou produções mais elaboradas.



1. O que é FPS e por que ele importa tanto


Antes de decidir quantos quadros por segundo usar, é importante entender o que esse número realmente significa.

O FPS (frames per second) representa o número de imagens fixas que passam diante dos seus olhos em um segundo de vídeo. Quanto mais quadros, mais suave e fluido o movimento parece. Menos quadros, por outro lado, criam uma sensação mais próxima do cinema tradicional, com leves “tremores” entre os movimentos, algo que o cérebro humano interpreta como natural.


Por exemplo:

  • Um vídeo em 24 fps mostra 24 imagens diferentes a cada segundo;

  • Um vídeo em 60 fps mostra 60 imagens diferentes no mesmo período.


A escolha da taxa de quadros afeta:

  • A textura visual (cinematográfica ou realista);

  • A sensação de velocidade e fluidez;

  • O tamanho do arquivo e o desempenho da câmera;

  • E até a emoção transmitida.


Um dos motivos pelos quais o FPS é tão importante é que ele determina como o público percebe o movimento. Por isso, dois vídeos idênticos em conteúdo podem parecer completamente diferentes apenas pela taxa de quadros escolhida.



2. 24 fps: o padrão do cinema e da linguagem cinematográfica


O 24 fps é a taxa clássica do cinema. Desde o início do século XX, filmes são gravados nesse padrão, e há uma razão técnica e estética para isso.

No cinema, o 24 fps cria uma leve sensação de desfoque nos movimentos (chamado de motion blur). Esse pequeno “arrasto” entre os quadros faz com que a movimentação pareça mais natural e emocionalmente envolvente.


Quando usar 24 fps:

  • Produções narrativas (curtas, séries, documentários, filmes);

  • Clipe musical com estética cinematográfica;

  • Vídeos institucionais que buscam um ar de sofisticação;

  • Projetos autorais, em que a intenção artística é mais importante que a fluidez extrema.


Além da estética, o 24 fps também é mais leve para gravar e editar. Ele exige menos armazenamento e processamento, o que pode ser útil em produções independentes.


Em resumo:

  • Dá um visual de cinema, mais dramático e orgânico;

  • Favorece a narrativa e a emoção;

  • É o ideal para vídeos com linguagem cinematográfica.


Mas atenção: se o conteúdo exige clareza em movimentos rápidos (como esportes ou games), o 24 fps pode parecer “travado”.



3. 30 fps: o equilíbrio entre o real e o natural


O 30 fps é o formato mais usado em televisão, YouTube, transmissões online e vídeos institucionais. É considerado o “meio termo” perfeito entre o realismo suave e a estética natural.

Ele surgiu como padrão em países que adotam o sistema NTSC, como o Brasil, e acabou se tornando o formato mais prático para vídeos digitais, especialmente porque é o padrão de exibição em diversas plataformas.


Quando usar 30 fps:

  • Entrevistas e podcasts em vídeo;

  • Vlogs e conteúdo educativo;

  • Transmissões ao vivo;

  • Vídeos corporativos e institucionais;

  • Tutoriais e vídeos de apresentação.


O 30 fps transmite uma sensação mais “realista”, com movimentos suaves, mas sem parecer artificial. Ele funciona muito bem quando o foco está no conteúdo e na clareza da imagem, não necessariamente na estética artística.

Pense nele como o formato que equilibra o cinema e o cotidiano.


Vantagens do 30 fps:

  • Compatível com praticamente todas as plataformas;

  • Mantém boa fluidez sem parecer vídeo de jogo ou novela;

  • Ideal para quem grava com câmeras ou celulares;

  • Excelente opção para vídeos que envolvem fala direta com a câmera.



4. 60 fps: fluidez, nitidez e energia visual

Se o 24 fps é o padrão do cinema, o 60 fps é o padrão do mundo digital moderno. Ele oferece o dobro de quadros por segundo, resultando em movimentos extremamente suaves e detalhados.

Essa taxa é ideal para conteúdos que envolvem muita ação, movimentos rápidos ou demonstrações técnicas, pois reduz borrões e deixa tudo mais claro.


Quando usar 60 fps:

  • Vídeos de esportes, dança e games;

  • Clipes de ação ou bastidores;

  • Cenas em câmera lenta (pois 60 fps permite desacelerar o vídeo sem perder fluidez);

  • Conteúdo dinâmico para redes sociais, como reels, shorts e TikToks.


O 60 fps transmite energia e imersão, fazendo o público sentir que está dentro da cena. Essa taxa é excelente para vídeos que buscam impacto e velocidade.

Entretanto, ele tem desvantagens: ocupa mais espaço, exige mais processamento e pode parecer “artificial” em vídeos de tom emocional ou cinematográfico. Por isso, deve ser usado com intenção.


Vantagens do 60 fps:

  • Movimentos extremamente suaves;

  • Ideal para vídeos rápidos e dinâmicos;

  • Permite câmera lenta de alta qualidade;

  • Passa uma sensação moderna e tecnológica.



5. Cuidado com a iluminação e o obturador (shutter speed)


Um erro comum é mudar o FPS sem ajustar a velocidade do obturador (shutter speed). Essa relação é essencial para que o movimento pareça natural.


A regra prática é:

  • Shutter speed = o dobro do FPS.


Ou seja:

  • Gravando em 24 fps → use 1/48 ou 1/50;

  • Gravando em 30 fps → use 1/60;

  • Gravando em 60 fps → use 1/120.


Essa proporção mantém o motion blur agradável, evitando que o vídeo pareça tremido ou com movimento artificial.

Além disso, o tipo de iluminação interfere diretamente no resultado. Fontes de luz com frequência diferente da do obturador podem causar flicker (aquelas piscadas indesejadas na imagem). Portanto, é fundamental fazer testes antes de gravar.



6. Como escolher o FPS ideal para o seu projeto


A escolha do FPS depende de duas coisas principais: o objetivo do vídeo e o sentimento que você quer transmitir.


Aqui vai um guia prático para ajudar:

Tipo de projeto

FPS ideal

Sensação transmitida

Curta, filme ou clipe artístico

24 fps

Cinematográfico, emocional

Vídeo institucional, vlog, entrevista

30 fps

Natural, equilibrado

Gameplay, esportes, dança, reels

60 fps

Dinâmico, moderno, fluido

Se ainda estiver em dúvida, use 30 fps como padrão. Ele é o formato mais versátil, compatível com quase tudo e oferece excelente qualidade para o público geral.



7. FPS e o impacto nas plataformas


Cada plataforma de exibição lida de forma diferente com a taxa de quadros. O YouTube, por exemplo, aceita vídeos de até 60 fps, e inclusive valoriza a fluidez nas recomendações de conteúdo voltado a gameplay e tecnologia.

Já o Instagram e o TikTok comprimem os vídeos, mas mantêm boas taxas de atualização, o que significa que gravar em 60 fps pode deixar seus reels mais suaves e atraentes.

Por outro lado, vídeos em 24 fps podem parecer “travadinhos” nas redes sociais, especialmente quando há movimento rápido. Isso não é um erro, mas uma questão de percepção: o público das redes está acostumado com vídeos mais fluidos.

Saber como o público consome seu conteúdo ajuda a adaptar o estilo de gravação à plataforma, o que é essencial para manter uma boa experiência visual.



8. Bitrate, compressão e qualidade final


Outro ponto importante é que o FPS não age sozinho. Ele está diretamente ligado ao bitrate, que representa a quantidade de dados usada para cada segundo de vídeo.

Quanto maior o bitrate, melhor a qualidade, mas também maior o tamanho do arquivo.

  • Em 24 fps, dá para usar bitrate mais baixo sem perder qualidade;

  • Em 60 fps, é necessário aumentar o bitrate para manter a nitidez.


Cada plataforma tem suas recomendações específicas, mas em geral:

  • YouTube 1080p / 30 fps: 8 a 10 Mbps;

  • YouTube 1080p / 60 fps: 12 a 15 Mbps;

  • Gravações profissionais 4K: 35 Mbps ou mais.


Entender essa relação é essencial para evitar vídeos pixelados após o upload e manter um resultado limpo e profissional.



Conclusão: entender o FPS é entender a linguagem do movimento


Escolher entre 24, 30 ou 60 fps não é apenas uma decisão técnica, é uma decisão narrativa. A taxa de quadros molda o ritmo, o impacto e até a emoção que o público sente ao assistir ao vídeo. Em outras palavras, o FPS é uma ferramenta criativa que fala diretamente com a percepção humana.


Cada formato tem uma identidade própria:

  • 24 fps traz a atmosfera do cinema. É ideal para quem busca profundidade emocional, textura orgânica e uma estética clássica, envolvente. Ele remete ao modo como crescemos vendo filmes e, por isso, desperta familiaridade e imersão.

  • 30 fps é o meio-termo perfeito entre arte e clareza. Garante naturalidade, fluidez e uma boa integração com plataformas digitais. É o formato ideal para quem quer comunicar com profissionalismo e simplicidade, sem abrir mão de uma imagem agradável.

  • 60 fps representa a era digital: fluido, dinâmico e vibrante. Indicado para conteúdos de ação, esporte, dança, games e vídeos curtos para redes sociais. Ele capta cada detalhe, gera energia visual e prende a atenção de quem está rolando o feed rapidamente.


Saber quando aplicar cada uma dessas taxas é o que diferencia um vídeo simplesmente bonito de um vídeo intencional e eficiente.

Ao compreender o FPS, você passa a enxergar a produção audiovisual de forma mais estratégica. Cada escolha, seja na taxa de quadros, na iluminação, na velocidade do obturador ou no bitrate, passa a ter um propósito claro. E isso é o que define um conteúdo profissional, coerente e memorável.

O público pode não saber o que é “frames por segundo”, mas sente a diferença. Ele percebe quando um vídeo é agradável de assistir, quando o movimento parece natural, quando a imagem transmite emoção ou energia. Por isso, entender o FPS é entender como a técnica conversa com a emoção.

No fim, o segredo é simples:

Não existe uma taxa “certa”, existe a taxa certa para a mensagem que você quer transmitir.

Gravar em 24, 30 ou 60 fps é mais do que escolher um número, é escolher como você quer que o público veja, sinta e se conecte com a sua história.

Se você busca resultados realmente profissionais sem precisar se preocupar com a parte técnica, nós da Só Uma Xícara Produções somos seus parceiros perfeitos. Somos uma produtora audiovisual completa, especializada em transmissões ao vivo, entrevistas, podcasts, documentários, cobertura de eventos e edição de áudio e vídeo.

Nosso trabalho vai além de simplesmente gravar: cuidamos de toda a experiência, desde a concepção até a entrega final, garantindo que cada detalhe seja pensado para gerar impacto e engajamento. Com uma equipe criativa e apaixonada por contar histórias, entregamos conteúdo que transmite emoção, profissionalismo e valor para o seu público.

Tem uma ideia sensacional, um projeto promissor ou uma necessidade profissional? Só Uma Xícara basta!

 
 
 

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